Se for agredido/a ou testemunhar uma agressão a sua reação é importante. O que fazer no momento? O que fazer após a agressão?
Se for agredido/a ou testemunhar uma agressão
- Tente atrair atenção para o incidente
- Procure segurança
- Procure ajuda, uma multidão pode parar ou prevenir um crime de ódio
- Em caso de emergência ligue para o 112
- Se for agredido/a: não mude de roupas, não tome duche nem se lave – pode destruir
- provas importantes
- Contacte um hospital para ter ajuda imediata
- Apresente uma denúncia à polícia: relate todos os pormenores sobre o incidente, inclusive se pensa que a agressão foi motivada pela orientação sexual, identidade de género, expressão de género ou uma combinação destes e outros fatores (por exemplo, racismo).
- A polícia tem a obrigação de tratar a vítima de uma forma correta.
Reduza o risco de ser agredido/a
- Tome atenção ao meio envolvente, por exemplo, às pessoas que fazem comentários homofóbicos ou transfóbicos
- Conheça os sítios por onde anda
- Conheça as pessoas com quem está
- Atue com confiança.
Vale a pena apresentar queixa? Porquê?
Sim. Os crimes e incidentes de ódio são, infelizmente, pouco notificados. Ao apresentar queixa está a ajudar a combater e a prevenir futuros crimes e incidentes de ódio. Só através das queixas a polícia pode saber mais sobre os crimes e incidentes de ódio, sobre as áreas em que ocorre, sobre os seus padrões de ocorrência e sobre os/as agressores/as. Pode sentir que um incidente é demasiado insignificante para ser relatado à polícia, mas não é verdade. A polícia é obrigada a levar a denúncia a sério e precisa dessa informação para investigar a questão.
Se aqueles que estão envolvidos em crimes de ódio não se queixam, quem o fará?
Exerça os seus direitos!
Apresentar denúncia à polícia – como fazer?
Após uma agressão, é fundamental apresentar denúncia. Dependendo do tipo de agressão e do local onde ocorre deve dirigir-se à Polícia de Segurança Pública (www.psp.pt), à Guarda Nacional Republicana (www.gnr.pt) ou à Polícia Judiciária (www.pj.pt).
Algumas esquadras da PSP e postos da GNR dispõem de salas próprias para apresentação de denúncias garantindo a privacidade da vítima. Verifique quais são as que cumprem essas condições.
Pode ainda apresentar denúncias diretamente ao Ministério Público, em qualquer Tribunal da área onde o crime foi praticado, ou no Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) em Lisboa, Porto e Coimbra.
Em Portugal, alguns tipos de crime e incidentes podem ser denunciados eletronicamente. Embora não se destinem a responder a situações de emergência ou a situações em que é necessária a resposta imediata das forças ou serviços de segurança, as queixas eletrónicas permitem apresentar algumas denúncias com maior conforto e garantindo a confidencialidade.
Ver mais informações em https://queixaselectronicas.mai.gov.pt/
Veja mais informações no Portal da Segurança: http://www.portalseguranca.gov.pt/
contacte-nos no Email: violencia@ilga-portugal.pt.
Podemos ajudá-lo/a a apresentar a sua denúncia.
NOTE BEM
Se for agredido/a não mude de roupas, não tome duche nem se lave – pode destruir provas importantes
Fale connosco – Relate a sua situação à ILGA Portugal
A ILGA Portugal quer ter um papel interventivo no combate aos crimes de ódio e no apoio às vítimas.
Relate > A ILGA Portugal criou um observatório para recolher relatos de crimes de ódio. Só com dados concretos poderemos trabalhar com as forças e serviços de segurança. Por favor relate-nos o seu caso. Contacte-nos através de violencia@ilga-portugal.pt
Aconselhamento e Psicoterapia > A ILGA Portugal dispõe de um Serviço de Aconselhamento e Psicoterapia. Para saber mais clique AQUI

